“Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. Depois reabro e continuo a viagem. Gosto do barulho das páginas sendo folheadas. Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: … a lombada descascando, o volume ficando meio ondulado com o manuseio. Tem gente que diz que uma casa sem cortinas é uma casa nua. Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.”
—Martha Medeiros
June 2013
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“O que passa por mim não somente passa. Foi uma lei que criei no meu estado de direito. Como pode, meu Deus, um vento, brisa, alguém, coisa, divisa, passar por mim e não me avisa e ainda assim terminar como veio: igual? Não pode. Não pela minha lei. Não, eu não entendo nada de leis, confesso. Mas confesso que as crio mesmo assim, na rebeldia e na ignorância. Simplesmente porque são minhas e as minhas leis quem dita, respeita ou negligencia sou eu. Eu quebro minhas leis o tempo todo. Você não quebre, por favor. É uma das leis pra me amar. Eu sei que não é fácil, mas todas as leis têm suas belezas e feiúras. Por exemplo, esta sobre a qual falo a vocês.
O que passa por mim não somente passa. É proibido. Essa lei já foi fruto de uma ideia, foi promovida a um Sonho e desde lá se impregnou em mim feito perfume que entra na pele. Fiz um acordo de escambo com tudo e todos que passam por mim nesse espirro de vida: passou, levou um pedaço de mim, mas eu levo também. Ah, levo. E isso é inegociável. É quase um roubo mútuo, contudo, voluntário e com tudo.
Termina que hoje sou uma aparente normalidade tranquila, mas na verdade me tornei um grande depósito de passagens furtivas, demoradas, permanentes, de gentes, de estradas, de trens, gostos, casas e interior.
Como não transbordo?
Eu transbordo o tempo inteiro.
Mas distribuo riquezas que ganhei por aí,
Muito de bom, pouco de ruim,
Não precisa de dinheiro.
É só passar por mim.” —Clarice F.
O que passa por mim não somente passa. É proibido. Essa lei já foi fruto de uma ideia, foi promovida a um Sonho e desde lá se impregnou em mim feito perfume que entra na pele. Fiz um acordo de escambo com tudo e todos que passam por mim nesse espirro de vida: passou, levou um pedaço de mim, mas eu levo também. Ah, levo. E isso é inegociável. É quase um roubo mútuo, contudo, voluntário e com tudo.
Termina que hoje sou uma aparente normalidade tranquila, mas na verdade me tornei um grande depósito de passagens furtivas, demoradas, permanentes, de gentes, de estradas, de trens, gostos, casas e interior.
Como não transbordo?
Eu transbordo o tempo inteiro.
Mas distribuo riquezas que ganhei por aí,
Muito de bom, pouco de ruim,
Não precisa de dinheiro.
É só passar por mim.” —Clarice F.
“Sometimes you tell someone to never call you again, and then the phone rings and you hope it’s them. It’s the most twisted logic of all time.”
—John Mayer
“Você pode conhecer vinte caras bonitos e que te entendem muito bem, dez caras legais que cuidam de você como se fosse um diamante precioso, uns outros tantos inteligentes, atraentes, bacanas e engraçados em ordem aleatória. Nenhum deles te encanta. Por que? Falta o tão chamado click, aquele jeito especial que ninguém explica. Pode ser o jeito de mexer no cabelo, a forma como ele te olha, que conversa contigo ou até mesmo um jeito secreto que nem o profeta mais sábio percebe, mas que está lá, você pode ver. Entre tantos milhares, talvez um ou outro se salve ao filtro do ‘jeito’, e daí você percebe: é esse que eu quero abraçar e não largar mais, com quem eu quero me enrolar embaixo de cobertores e com quem eu quero dividir todos meus segredos. Baseado no que? Num jeito inexplicável ao resto do mundo.”
—Martha Medeiros. (via meujardimdeamor)
April 2013
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March 2013
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January 2013
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“You know who you are inside. You don’t need to tell the whole world. You believe what you believe, and that’s what’s important.”
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